|
|
|
|
|||||||||||||
|
|
||||||||||||||
|
|
|||||||||||||||
|
|
|||||||||||||||
|
|
|||||||||||||||
|
|
|||||||||||||||
|
|
|||||||||||||||
|
|
|||||||||||||||
|
|
|||||||||||||||
|
|
|||||||||||||||
![]() |
|
||||||||||||||
![]() |
![]() |
![]() |
|
||||||||||||
|
|
|||||||||||||||
|
|
Cafetaria Na secção da faetaria, tentámos ao máximo aplicar e promover os produtos do Cmércio Justo. O nosso café, os nossos chás, os vários refrigerantes e as bebidas alcooólicas provêm do Comércio Justo. Na produção da nossa pastelaria utilizamos especiarias, açucar, café, compotas, chocolate entre outros do Movimento em que tanto acreditamos. |
|
Loja Uma grande parte dos nossos expositores estão repletos de produtos alimentares e não-alimentares do CJ, para que os nossos clientes possam apreciar os produtos também em suas casas. Os produtos convencem pelo design das embalagens e da excelente qualidade. Um factor cada vez mais importante é a proveniência de agricultura biológica da maioria dos produtos |
|
|||||||||||
|
|
Portugal na Rota do Comércio Justo Comércio Justo – definiçao “O Comércio Justo é uma relaçao comercial baseada no diálogo, transparencia e respeito. Contribui para o desenvolvimento sustentável oferecendo melhores condiçoes de comércio tendo em conta os direitos dos produtores e trabalhadores marginalizados, especialmente no Sul do Mundo.” Comércio Justo – princípios O respeito e a preocupaçao pelas pessoas e ambiente, colocando as pessoas acima do lucro (“people before profit”); A criaçao de meios e oportunidades para os produtores melhorarem as suas condiçoes de vida e de trabalho, incluindo o pagamento de um preço justo (um preço que cubra os custos de um rendimento aceitável, da protecçao ambiental e da segurança económica); Abertura e transparencia quanto a estrutura das organizaçoes e todos os aspectos da sua actividade, e informaçao mútua entre todos os intervenientes na cadeia comercial sobre os seus produtos e métodos de comercializaçao; Envolvimento dos produtores, voluntários e empregados nas tomadas de decisao que os afectam; A protecçao dos direitos humanos, nomeadamente os das mulheres, crianças e povos indígenas; A consciencializaçao para a situaçao das mulheres e dos homens enquanto produtores e comerciantes, e a promoçao da igualdade de oportunidades; A promoçao da sustentabilidade através do estabelecimento de relaçoes comerciais estáveis de longo prazo; A educaçao e a participaçao em campanhas de sensibilizaçao; A produçao tao completa quanto possível dos produtos comercializados no país de origem. Comércio Justo – actores Produtores – importam-se produtos do Comércio Justo (alimentares, texteis e artesanato) de mais de 800 cooperativas de 45 países do Sul do Mundo. Estas cooperativas representam grosso modo cerca de 1 milhao de trabalhadores (entre agricultores e artesaos) e estima-se que 5 milhoes de pessoas beneficiem da justiça que este movimento promove (melhoria das condiçoes de trabalho e vida através do pagamento de um preço mais justo e do pré-financiamento em 50%). Importadores – existem cerca de 100 organizaçoes importadoras, normalmente Organizaçoes Nao Governamentais para o Desenvolvimento (ONGD), espalhadas pela maioria dos países da EU, bem como no Japao, Canadá, EUA e Austrália. Lojas do Comércio Justo – só na Europa existem 2800 Lojas do Comércio Justo. A Alemanha surge destacada com quase 800 Lojas do Mundo, Itália com cerca de 500, seguida de países como a Holanda e Bélgica, na ordem das 300 Lojas, terminando aqui ao lado na Espanha com cerca de 90 Lojas e Portugal com 10 Lojas do Comércio Justo. Comércio Justo – produtos e mercado Os produtos do Comércio Justo agrupam-se em tres categorias: alimentares (cha, cacau, açúcar, compotas, bolachas, caju, mel, guaraná, especiarias e finalmente o café,...), texteis (t´shirts, camisas, calças, tapetes, lenços, mantas,...) e artesanato (bijuteria, artigos para casa ou cozinha, cestaria, jogos educativos, carteiras, espanta-espíritos, velas, papel e vidro reciclado,...) Estes produtos chegam ao consumidor final europeu através de dois grandes canais: as 2800 Lojas do Comércio Justo e mais de 65000 mil supermercados (aqui graças a certificaçao de produtos). As Lojas do Comércio Justo venderam em 2005 produtos do Comércio Justo no valor de mais de 120 milhoes de Euros (50% produtos alimentares). Em 2005 o total de vendas de produtos de Comércio Justo ascendeu a 660 milhoes de Euros. O sector de Comércio Justo na Europa representa actualmente mais de 3000 postos de trabalho, apoiados por 100 mil voluntários. Comércio Justo – Portugal Há alguns anos o Comércio Justo era um assunto desconhecido em Portugal. Por iniciativa do CIDAC (Centro de Informaçao e Documentaçao Amílcar Cabral) desde 1995 que este conceito teve uma abordagem que culminou com a realizaçao dum seminário em Amarante sobre o Comércio Justo durante a Manifesta 1998. Acaso ou nao foi precisamente em Amarante, por iniciativa de um grupo local de jovens associados do Aventura Marao Clube, e na sequencia duma experiencia de voluntariado europeu, que abriu a primeira Loja do Comércio Justo em Portugal, a 21 de Agosto de 1999. Mas as coisas estao a mudar. Em 2001, apareceu mais uma Loja do Mundo perto de Coimbra e desde 4 de Maio de 2002 (Dia Internacional do Comércio Justo) que 1 nova Loja do Mundo abriu em Lisboa. Funciona também desde entao uma Loja do Mundo virtual. No final do ano de 2002 Porto e Peniche juntam-se a lista de cidades que já tem Lojas do Comércio Justo. Actualmente existem 10 Lojas de Comércio Justo: Barcelos, Braga, Amarante, Porto (3), Coimbra, Lisboa, Almada e Felgueiras e diversos espaços de venda de produtos de Comércio Justo: Braga, Matosinhos, Porto, Aveiro, Amadora, Évora, Portalegre, Setúbal, Alcochete entre outros.
|
|
|||||||||||||
![]() |
|
||||||||||||||
|
|
Comércio Justo e Paz O Comércio Justo ajuda a combater a injustiça social existente no nosso planeta através da relaçao comercial baseado no diálogo, na transparencia e no respeito, contribuindo assim para a paz e harmonia entre produtores e consumidores. Paz - nao significa apenas nao existir guerra com armas, soldados e tanques. Significa antes de mais tratar o outro como nosso igual, aprender com ele e querer o seu bem. Penso que todos os agentes que defendem o Comércio Justo a nível mundial acreditam plenamente que o entendimento entre povos ainda é possível e atingível. "Mesmo uma caminhada de mil kilómetros começa por um passo" Mas nao só de Lojas vive o Comércio Justo. Desde 1999 que vários voluntários tem promovido este conceito junto das escolas, comunicaçao social e em feiras/exposiçoes. Através de parcerias com congéneres europeias, vários projectos tem permitido produzir diverso material informativo e didáctico com o qual já pudemos dinamizar mais de 150 sessoes/seminários/feiras sobre Comércio Justo, percorrendo praticamente todo o país. Neste contexto, os actores portugueses do Comércio Justo decidiram criar uma coordenaçao nacional (Coordenaçao Portuguesa de Comércio Justo) de modo a fortalecer o movimento em algumas áreas específicas, como sejam: a imagem pública do Comércio Justo, campanhas conjuntas de promoçao do Comércio Justo, pressao política, suporte a novos promotores de Worldshops, plataforma de debate e reflexao, visibilidade europeia. Coordenaçao Portuguesa do Comércio Justo, Associaçao (CPCJ) Reúne o conjunto das organizaçoes envolvidas na promoçao e prática do Comércio Justo. A CPCJ pretende contribuir para o fortalecimento do Comércio Justo, potenciar as organizaçoes ligadas a este movimento e representar as organizaçoes aderentes a nível nacional e internacional. Esta estrutura nasceu em Dezembro de 2001 e é composta actualmente por diversas organizaçoes – Associaçoes, Cooperativas e Organizaçoes Nao Governamentais – distribuídas entre Amarante e Faro. A primeira acçao concreta desta Coordenaçao foi a organizaçao, em 2002, das comemoraçoes do dia 4 de Maio, Dia Internacional do Comércio Justo. Objectivos da Coordenaçao Portuguesa do Comércio Justo, Associaçao promoçao, divulgaçao e formaçao em Portugal sobre as temáticas relacionadas com Comércio Justo; apoio e informaçao aos associados; coordenaçao e participaçao em campanhas temáticas; cooperaçao com organizaçoes ligadas ao desenvolvimento sustentável; reforço do relacionamento com produtores e organizaçoes dos países de expressao portuguesa. Membros Fundadores da CPCJ: AJP (Acçao Jovem Para a Paz), Granja do Ulmeiro – Coimbra AMC (Aventura Marao Clube), Amarante ARCA (Associaçao Recreativa e Cultural do Algarve), Faro CIDAC (Centro de Informaçao e Documentaçao Amílcar Cabral), Lisboa Cores do Globo – Lisboa Mó de Vida – Seixal Planeta Sul – Lisboa Reviravolta – Porto Terra Justa – Peniche Novos Membros da CPCJ: – Alternativa – Barcelos e Braga – Oikos – Lisboa Membros observadores: – Quercus – Lisboa – Cor de Tangerina – Guimaraes – ADSF Margaride – Felgueiras – Equaçao - Amarante Comércio Justo – critérios das Lojas do Comércio Justo As Lojas do Comércio Justo apoiam a definiçao e os princípios do Comércio Justo através da sua missao, valores, material de divulgaçao e actividades; A funçao principal das Lojas do Comércio Justo é a promoçao do Comércio Justo, através da venda de produtos comercializados de modo justo, da informaçao e da participaçao em campanhas de sensibilizaçao; As Lojas do Comércio Justo reinvestem os seus lucros no circuito do Comércio Justo, nomeadamente no fortalecimento das estruturas de importaçao e produçao e na melhoria das infra-estruturas e serviços acessíveis aos produtores; As Lojas do Comércio Justo informam o público sobre os seus objectivos, a origem dos produtos, os produtores e o Comércio Mundial. Elas apoiam as campanhas que promovem a melhoria da situaçao dos produtores, bem como as que visam influenciar as políticas nacionais e internacionais. Comércio Justo – história Nos finais dos anos 50 a Europa tinha praticamente terminado a sua reconstruçao e vivia uma fase de clara euforia associada ao crescimento económico, a melhoria das condiçoes de vida dos trabalhadores e a chegada de novos bens de consumo (que alteravam rapidamente hábitos e estilos de vida). Mas, ao mesmo tempo, a opiniao pública europeia conhecia, pela primeira vez, o drama da fome e da miséria que atacava as populaçoes do Sul do Mundo. Nas consciencias mais sensíveis o impacto com esta realidade tornava-se insuportável e incentivava a procura de soluçoes credíveis. Em 1959, numa pequena cidade holandesa, Kerkrade, nascia uma fundaçao chamada SOS Wereldhandel, criada por um grupo de jovens católicos holandeses. O mundo dos marginalizados, explorados e pobres lançava um SOS através deste grupo de jovens armados tao somente de boa vontade. Bem cedo descobriram que a ajuda nao altera as relaçoes injustas pois nao incide sobre as causas da miséria. “Comércio e nao ajuda” – foi para responder ao apelo dos países do Sul na Conferencia das Naçoes Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento em 1964 que se começou a organizar o Comércio Justo na Europa. Nao é por acaso entao que um grupo de católicos holandeses criou, em 1967, um núcleo de Comércio Justo. Se desta semente, lançada há 30 e poucos anos atrás, nasceu uma planta, tal deve-se ao facto de que este grupo nao pretendia salvar o mundo ou realizar uma grande ideia a todos os custos, mas partia de uma questao simples e sempre actual: Que posso eu fazer, no meu quotidiano, para tornar menos injusto este sistema económico? Tal como dizer: Que posso eu fazer enquanto consumidor para modificar as injustas relaçoes de troca a nível internacional? Ou ainda: Posso dar um sentido ético as minhas escolhas enquanto consumidor fugindo as imposiçoes dos óptimos económicos de Paretto. Quando um grupo de jovens da geraçao de 68 inaugurou na primavera de 1969, em Brekelen, sempre na Holanda, a primeira Loja do Mundo (Worldshop) nao podia imaginar o desenvolvimento que o movimento do Comércio Justo teria. Dois anos depois contavam-se 120 em toda a Holanda. Além de importar os produtos, entidades como a Oxfam, a Brod fur die Welt ou a Caritas promoviam a formaçao de organizaçoes locais de comércio alternativo. Objectivos: organizaçao dos promotores, desenvolvimento de serviços sociais (educaçao, saúde) e exportaçao para o Norte. Em 1973 importa-se pela primeira vez café no circuito do Comércio Justo, proveniente de cooperativas na Guatemala. Desde os ambientalistas a Igreja na Alemanha, até as organizaçoes humanitárias como a OXFAM na Inglaterra, passando por inúmeros pequenos grupos de voluntários, partiu um movimento tao vivo que conseguiu em poucos anos criar centenas de novas Lojas do Mundo em toda a Europa central. Em meados dos anos 80, a venda de produtos do Comércio Justo (CJ) deixa de estar restrita as lojas deste movimento e chega aos circuitos comerciais convencionais, nomeadamente supermercados. É também nesta altura que surge a EFTA (European Fair Trade Association) e a IFAT (International Federation for Alternative Trade). Em 1994 surge a NEWS! (Network of European World Shops) e tres anos depois a FLO (Federation of Labelling Organisations), que agrega as organizaçoes de certificaçao de produtos CJ. Surgiram ideias, projectos, novas formas de colaboraçao que com o tempo foram sendo aperfeiçoadas e que ainda hoje estao sujeitas a melhoramentos porque o movimento do Comércio Justo nao nasce duma ideologia que se quer impor a realidade, mas sim da experimentaçao e encarnaçao duma necessidade de justiça que, como tal, está continuamente sujeita a ajustamentos e reflexoes críticas. Na gestao das cerca de 3000 Lojas do Mundo existentes só na Europa, estao empenhados 100000 voluntários e cerca de 4000 trabalhadores. Este mix de trabalho e voluntariado permitiu que as Lojas tivessem crescido a uma taxa média de 20% entre 1984/1994. E este crescimento significou o envolvimento de mais de 1 milhao de trabalhadores do Sul do Mundo que entraram na esfera do Comércio Justo, ou seja, que beneficiaram do pré-financiamento de 50% no momento do contrato, dum preço de compra tal que lhes permita uma vida digna e que se comprometem a destinar uma quota do lucro a comunidade onde estao inseridos (projectos na área escolar, sanitária, etc.). Mas para além dos números, do crescimento quantitativo, o mais importante é sem dúvida a consciencia de que numa Loja do Mundo nao se vende um produto mas sim uma história. Quando se entra numa Loja do Mundo fica-se imediatamente conquistado pela beleza das cores, pela variedade das formas, pela multiplicidade das peças de artesanato. E o que surpreende o cliente é o facto de estes produtos nao serem propagandeados pelos voluntários pela relaçao preço/qualidade, pelas excepcionais promoçoes, pela conveniencia ou necessidade, mas sim pelo significado que transportam. O potencial comprador descobre que por detrás duma estatueta, duma carteira, dum pacote de café ou cha existe uma história: onde nasce, quem fez, com que matérias-primas, etc.. O Comércio Justo nao se baseia somente no facto de pagar um preço mais alto aos produtores do Sul do Mundo. A força do Comércio Justo vem sobretudo das novas relaçoes sociais entre produtores do Sul e consumidores do Norte, da criaçao de redes internacionais que abordam a problemática Norte/Sul duma forma global, da denúncia e consciencializaçao através da participaçao em campanhas em defesa dos direitos dos trabalhadores do Sul. É entao correcto afirmar que o Comércio Justo representa uma das tentativas mais significativas para responder aos desafios do Capitalismo global através da criaçao de espaços de trabalho e consumo alternativos. O slogan “Comércio e nao ajuda” com que o Comércio Justo partiu há 40 anos mostrou-se vencedor. O que poderia parecer um gesto de boa vontade ou de puro testemunho, transformou-se numa organizaçao moderna, dotada de grande flexibilidade e capacidade de inovaçao. É certo que, em relaçao aos números do Comércio Internacional a facturaçao do Comércio Justo, numa escala mundial, pode parecer uma gota no oceano. Mas, só o facto de que na era da globalizaçao se tenha aberto uma janela para oferecer uma alternativa prática ao predomínio do capital internacional, demonstra as potencialidades que se abrem hoje, na aldeia global, para todas as organizaçoes sociais que defendem o primado da dignidade humana, social e cultural.
|
![]() |
|
||||||||||||
![]() |
|||||||||||||||
| Copyright © Cafe Experimental | Página inicial | Actividades | Comércio justo | Arte | Livros | | ||||||||||||||
|
|
|||||||||||||||
|
|
|||||||||||||||
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|||